"A razão dessa longevidade [das academias] é simples - e bastante: nem no mecenato do poder, nem no regaço dos favores oficiais, nem na... "
Ver mais>>

Pedro Calmon

 
NOTA DE PESAR

A Cultura brasileira perdeu, ontem, Heloisa Aleixo Lustosa, uma de suas figuras mais representativas.

Licenciada em Filosofia, Ciências e Letras pela UFMG, estagiou nos museus Hermitage, em S. Petersburgo, e de Arte Moderna, em Paris, dirigiu o Museu de Arte Moderna (1973-1978) e o Museu Nacional de Belas Artes (1991-2008), foi professora da cadeira de Administração de Instituições Culturais na Faculdade Cândido Mendes e integrou o Conselho Estadual de Cultura e os da Associação Comercial e da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Foi vice-presidente da Academia Brasileira de Arte (de 1996-2010) e, a partir de então, presidente, conferindo-lhe o aval de seu prestígio. Foi agraciada com a Ordre des Arts et des Lettres, da França, a Medalha do Estado da Guanabara e o título de Cidadã Honorária do Estado do Rio de Janeiro.

Heloisa deixa um enorme vazio na vida cultural do país, onde se destacava pelo empreendedorismo, ousadia e capacidade de agregação. Amiga de seus amigos, tinha um coração generoso, avesso a preconceitos e malquerenças.

Ao lado de Eliane, sua filha, marcou época à frente da Academia Brasileira de Arte, em agradáveis jantares de abertura de ano, onde exercitou com mestria a arte de receber e a convivência acadêmica.

Deixa muitas saudades e assim viverá na lembrança de quantos tiveram o privilégio de conhecê-la.


6 de junho de 2022

Victorino Chermont de Miranda

Secretário Geral

 
     
Academia Brasileira de Arte – Fundada em 12 de agosto de 1942

© Academia Brasileira de Arte – Todos os direitos reservados. Termos de uso